Obra na orla da Lagoa da Pampulha vai revitalizar 7 km de trecho de ciclovia em BH

Sete quilômetros de ciclovia ao longo da Lagoa da Pampulha são revitalizados. Atualmente, o trecho entre a Rua Garopas e o clube de Belo Horizonte está instalado na pista de veículos. Com a reabilitação, a via será elevada ao nível do passeio. via, recentemente palco de acidentes, tem sido uma reclamação contínua dos ciclistas.

O projeto, que deve custar aos cofres públicos algo em torno de R$ 5 milhões, prevê um alargamento no trecho, que agora contará com 2,5 metros, compatível com ciclovias bidirecionais e com grande fluxo de pessoas, como é o caso da orla da lagoa. Também estão previstas a instalação de jardins para separação física da pista de caminhada e adequações geométricas.

Todas as mudanças devem ficar prontas em 2022. É o que informa a BHTrans. “É uma obra importante porque elimina um conflito que a gente sabe que é existente e que já gerou, inclusive, polêmicas no passado, entre os ciclistas que estão no nível de rolamento com os automóveis e com aqueles que fazem treinos de velocidade na lagoa. Então prevê uma proposta de conciliação desse trecho e a gente acha que vai equacionar muitas das questões para quem pedala no local”, disse a coordenadora de Sustentabilidade e Meio Ambiente da BHTrans, Eveline Prado Trevisan. 

A obra também contemplará a execução de travessias elevadas em interseções e locais de atratividade, com implementação de novas sinalizações. “É algo muito importante para reduzir a velocidade na orla, já que a gente sabe que é uma região muito frequentada, que tem muitos pedestres e ciclistas, uma região turística da cidade”, avaliou.  

No momento, os serviços estão sendo executados em três trechos da avenida Otacílio Negrão de Lima, entre a rua Garopas e a avenida Pedro I; entre a avenida Pedro I e alameda dos Flamboyants e entre a alameda dos Flamboyants e o Clube Belo Horizonte. 

Novos projetos

Ainda segundo Eveline, BH projeta mais de 70 km de novas ciclovias para o ano que vem. Ainda não é possível, porém, prever se as obras sairão do papel. “Parte  desses projetos foram desenvolvidos em vias que vão receber sistemas em faixas exclusivas de ônibus, então é mais uma forma de promover essa integração. Eles foram concluídos e agora o próximo passo é buscar recursos para que a gente possa implementá-los”, concluiu. 

Atualmente, BH tem pouco mais de 110 km de ciclovias implementadas. “É possível, por exemplo, sair do bairro e chegar até a final da Andradas de bicicleta, porque há uma estrutura contínua em todas essas vias. A gente precisa avançar em direção a uma cultura da bicicleta na cidade. Acho que a população precisa compreender que a bicicleta veio para ficar, que é muito importante para o sistema de mobilidade da cidade, importante para a saúde da cidade”, finalizou.

Via: Hoje em Dia