Agência de veículos é suspeita de aplicar golpes na região da Pampulha

Dois homens de 31 e 34 anos foram presos no local pela polícia à paisana (GP) sob suspeita de greve no bairro da Pampulha, em Belo Horizonte. 13 pessoas compraram equipamentos usados.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, os suspeitos escolhiam os carros em sites de compra. As vítimas eram atraídas à agência, onde o negócio era fechado. Contudo, os valores das vendas não eram repassados aos verdadeiros donos dos veículos. 

Os dois homens têm passagens pela polícia por estelionato e organização criminosa. Existe também a suspeita de que um dos homens usasse um nome falso durante as transações comerciais.

Uma das vítimas, que deixou o carro consignado na agência, conversou com a nossa reportagem. Ele narra que anunciou o veículo em uma plataforma online. “Uma funcionária da loja entrou em contato comigo e falou que viu o anúncio e que o carro tinha grande procura. Perguntou se eu tinha interesse em deixá-lo na loja”. 

“Eu não respondi, ela insistiu. Consultei o nome da marca e não tinha restrição, reclamação, nada”. Foi quando decidiu deixar o veículo na concessionária. 

“Depois recebi o contato de um senhor, que se apresenta como dono da loja. Ele disse que tinha uma proposta de R$ 20 mil, se eu aceitava. Eu aceitei. Ele falou: “Vou te passar os dados da cliente, você assina o recibo e manda uma foto”. Eu estranhei e não quis assinar. Fui à loja e questionei”, prossegue.

“Então ele falou: “Quando você receber o dinheiro, você me entrega o recebido”. Quando o pagamento não caiu, eu fui à loja e descobri que ele tinha sido levado para a delegacia porque tinham outras vítimas que ele não pagava os carros”, explica.

“Fiquei sem carro e sem dinheiro. Deram o golpe. Fizeram promessas de data de pagamento e nunca cumpriram. Estamos tentando reaver o carro, porque pagamento acho que nenhum vem mais”, completa.

A reportagem tentou conversar com os dois suspeitos, porém eles não quiseram gravar entrevista. A Polícia Civil investiga o caso.

Via: Itatiaia