BH Não tem Data para Reabrir seus Parques

BH Não tem Data para Reabrir seus Parques todos os parques que residem no municipio de Belo Horizonte estão fechados para a população de Belo Horizonte desde o final de março, quando o isolamento foi imposto na capital como forma de prevenção contra o novo coronavírus. Além disso, cinco das 772 praças da cidade estão cercadas por grades, fechadas para visitação: Praça do Papa, Praça da Liberdade, Praça JK, Praça da Assembleia e Lagoa Seca, além da Orla da Lagoa da Pampulha aos finais de semana e feriados.

Mesmo sendo ambientes abertos, de lazer ao ar livre, a Prefeitura de Belo Horizonte não incluiu praças e parques na fase 1 da flexibilização – que permitiu, por exemplo, a abertura de shoppings e lojas de rua desde o dia 6 de agosto. Eles só poderão reabrir na fase 2, que não tem data para ser liberada, junto com bares, restaurantes e museus.

Quando puderem voltar a ser aproveitados pelos moradores da capital, os parques e praças terão alguns protocolos de segurança, assim como já aconteceu com as outras atividades. E, de acordo com o infectologista Carlos Starling, que integra o Comitê de Enfrentamento à Covid-19, os detalhes para uso desses espaços já estão em fase final de elaboração.

Apesar de oferecerem menos riscos que ambientes fechados para proliferação do coronavírus, o especialista lembrou que não é recomendável aglomerar e que os cuidados devem ser mantidos nesses locais.

“Na praça da Pampulha, por exemplo, ficam vários ambulantes ali. E ficam muito próximos um dos outros, o que favorece aglomeração. Tem que ter treinamento da Guarda para orientar este pessoal. Tem que ter processo de orientação de ambulantes. Já o pessoal que pratica esportes, academias, atividades ao ar livre, que organiza corridas, tem que ser orientado também”, afirmou.

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A abertura de áreas de lazer neste momento preocupa a infectopediatra Andrea Lucchesi. Embora os casos de Covid-19 sejam estatisticamente menores em crianças, o risco ainda existe, mesmo em espaços abertos. E as crianças tendem a se juntar umas com as outras.

“A grande maioria das crianças têm sintomas leves de Covid-19. O problema é que podem transmitir para outras pessoas, para o avô, para o parente que tem comorbidades. Não vai ter sintomas importantes, mas transmite. O problema é que mesmo em área aberta o vírus pode ficar no ambiente por quatro horas. E higiene num parquinho é complicado. A criança põe mão no rosto, senta no chão. As menores de 2 anos não conseguem colocar a máscara nem ficar com ela. É até contraindicado”, enfatizou.

Já no caso dos idosos, a possibilidade de ter um parque para caminhar pode ser benéfico para a saúde física e mental, desde que mantidos todos os cuidados de higiene e distanciamento. É o que diz o coordenador do Programa de Residência Médica em Psicogeriatria do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, Bernardo de Mattos Vianna:

“Abrir parques sem dúvida traz benefícios. Se o idoso tem a rotina de sair e fazer caminhada, é ruim para saúde física e mental que isso seja impedido. Sem dúvida, o parque teria vantagem para a saúde das pessoas. Mas, dependendo do parque, tem que ter controle de acesso”, defende o geriatra.

Ele sugere que o idoso que gosta de praticar atividades ao ar livre opte por ir próximo de casa. “Idealmente, a pessoa, ao fazer exercício físico, deve tentar fazer perto do domicílio. Se desloca em transporte público, vai ter risco no transporte. Utilizar equipamentos da sua comunidade é mais interessante. Lembrando que a academia a céu aberto da cidade, se for usar, tem que higienizar com álcool ou com solução de água sanitária antes”, afirmou.

Via: G1

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