Copasa detalha o que tem feito para evitar sujeira na Lagoa da Pampulha, após Kalil criticar estatal

Depois que o prefeito Alexandre Kalil (SDP) criticou a Copas por não apoiar Contagem e Belo Horizonte na limpeza da Lagoa da Pampulha, e que as autoridades municipais se uniram para atuar em conjunto, a matéria foi direcionada para conhecer a Kopash. pontos turísticos da capital Minas Gerais.

Segundo Ronaldo Matias, gestor de empreendimentos de grande porte da estatal, uma das estratégias é a tentativa de convencimento de boa parte da população na região para ligarem seus esgotos à rede da Copasa, acarretando em assentamentos familiares. “Esse é o maior desafio que nós temos. As ações que a Copasa vêm implementando precisam continuar sendo implementadas, visitando os imóveis em alguns locais onde a urbanização é precária. Realmente, vemos a necessidade, em alguns pontos, de fazer obras mais complexas, que seriam feitas em parceria com as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem porque, com certeza, vão requerer remoções e assentamento de famílias”, explicou.

Ainda de acordo com o gestor, a maior dificuldade da empresa para limpar a Lagoa da Pampulha é a predisposição da população que mora próximo ao local de interligarem suas redes de esgoto à Copasa. “A causa principal é que a grande maioria desses imóveis estão localizados em áreas não urbanizadas e que as pessoas alegam que não têm condição financeira de arcar com o custo da tarifa para que a Copasa possa prestar o serviço”, detalhou.

Sobre a origem dos esgotos que caem na Lagoa da Pampulha, Ronaldo conta que a sujeira vem de pontos mais distantes da lagoa, principalmente de áreas não urbanizadas e que têm a ocupação desordenada. “Isso dificulta fazer, realmente, a coleta e o transporte dos esgotos nessas regiões”, apontou.

Em relação à quantidade de pessoas que residem nesta região da capital mineira, o gestor indicou como os processos acontecem na bacia. “A bacia da Pampulha tem uma população de mais de 500 mil habitantes. Isso seria a quarta cidade de Minas Gerais. Então, atualmente, em torno de 20 mil habitantes que não têm os esgotos interligados com a rede da Copasa. Mesmo assim, parte dos esgotos dessas pessoas são lançados em fossas e, por consequência, não caem na Lagoa da Pampulha”, pontuou.

“Um dos trabalhos mais importantes que vem sendo desenvolvido pela Copasa é o trabalho de mobilização social junto aos cidadãos que têm um serviço de esgoto disponível e não querem interligar à rede da Copasa. A Copasa visita esses imóveis, fala da importância desses imóveis serem interligados à rede coletora de forma que não cheguem a poluir efetivamente a Lagoa da Pampulha”, finalizou Ronaldo Matias. 

Via: Itatiaia