Mesmo com multa, pessoas são flagradas sem máscaras na orla da lagoa da Pampulha

Penalidade de R$ 100 pode ser aplicada por fiscais e guardas municipais a quem não usar equipamento nas ruas de BH

Na manhã desta terça-feira (14), quando passou a valer a aplicação de multa no valor de R$ 100 em Belo Horizonte para quem for flagrado sem máscara, pessoas que caminhavam e corriam na orla da lagoa da Pampulha estavam sem o uso do equipamento de proteção individual no rosto. 

A reportagem de O TEMPO esteve por aproximadamente 30 minutos próximo à igreja São Francisco de Assis, mais conhecida como Igrejinha da Pampulha, e flagrou ao menos 15 pessoas sem máscara.

Caminhando sozinha, a funcionária pública federal Ângela Sampaio, de 53 anos, não usava o protetor no rosto. O equipamento estava no pescoço.

“Eu acho que deveriam ter medidas mais efetivas. No meu caso, estou caminhando sem máscara, estou com a máscara pendurada no pescoço e, caso eu me aproxime de alguém, eu coloco. Andando sozinha não vejo necessidade nenhuma se estou em uma área com poucas pessoas. A prefeitura devia preocupar mais com o transporte público, que lá está o problema. E não nessa caminhada que a pessoa faz solitária ao ar livre para trabalhar a parte respiratória e tirar estresse”, afirmou.

Troca de pista, mas sem consciência

Um grupo com três mulheres e um homem que caminhava sem respeitar o distanciamento e sem a proteção facial trocou de pistas duas vezes ao avistar o fotógrafo Uarlen Valério.

Ao perceber que estava sendo fotografado, o quarteto colocou o protetor. Quando questionado, o homem, que não se identificou, se limitou a questionar se a reportagem tinha conhecimento do decreto. 

Pela lei, no primeiro momento, quem for flagrado sem máscara é orientado a colocar o protetor. Caso haja resistência, a multa é aplicada. No entanto, a obrigatoriedade do uso da máscara na capital devido à pandemia do coronavírus ocorre desde abril.

Via: Otempo